Blog de Otto Sporteman

Diário de um Testador Jr #4 - O primeiro bug a gente nunca esquece!

Meu primeiro bug aconteceu por acaso, mas nem por isso foi coincidência. Era preciso testar a validação de um campo, e a princípio estava tudo correndo bem. Mas, ao colocar dois caracteres iguais em seqüência....

Descobriu-se O BUG!

Ao executar um teste funcional sempre é bom tentar cobrir todas as possibilidades de uso e as possibilidades de erro. Ênfase no "tentar". Eu poderia ter colocado qualquer palavra que envolvesse o caracter e o teste teria sido efetuado de maneira correta. Porém, não teria sido efetuado de maneira satisfatória sem TENTAR cobrir todas as combinações.

Exemplo 1 - Se o teste proposto fosse numa aplicação de uma instituição financeira, que está, na nossa situação hipotética, inserindo uma nova regra para aprovação de financiamentos: a idade do futuro devedor tem que ser maior que 18 anos e menor que 80. Além disso, ele tem que ter mais de 3 anos de estabilidade empregatícia.

Diário de um Testador Jr #3 - Testando softwares por um mundo melhor!

Testando softwares por um mundo melhor!

Tudo começa com um Test Plan (Plano de Testes), alguns Test Cases (Casos de Testes), técnica a ser utilizada (Black Box/White Box - Caixa Preta ou Branca) e as características do produto a serem testadas, com seu nível de prioridade/criticidade. Sei que parece confuso. Mas vamos tentar esclarecer, item por item.

Antes, uma explicação: coloco alguns termos em inglês porque, as vezes, é assim que o mercado se relaciona com esses artefatos ou técnicas de teste. Na medida do possível, se possível, colocarei o termo original e sua tradução. Todo profissional de testes se depara com TP's, TC's e Black Boxes, é inevitável.

Test Plan
ou Plano de Testes

Documento central, que descreve detalhadamente o processo de testes de determinada aplicação ou nova feature adicionada a uma versão antiga. Deve contemplar:

Diário de um Testador Jr #2

Welcome to the jungle!

O primeiro dia, acredito que em qualquer nova atividade, sempre é muito confuso. Muitas informações, muitas anotações, muitos nomes a guardar, muitas pessoas para conhecer. Eu sou péssimo na associação nomes/rostos e por isso, muitas vezes, não consigo associar a minha dúvida com a pessoa que pode saná-la.

A primeira impressão foi a melhor possível. Fui recepcionado pela mesma pessoa que me entrevistou, e fui apresentado a equipe, pessoa por pessoa. Expressões amistosas e disponibilidade para perguntas e respostas foram os mais marcantes fatos da primeira hora. Sentei à minha mesa e começou a avalanche: configurar as ferramentas, solicitar acessos, instalar programas, começar a estudar o produto em desenvolvimento e as ferramentas que serão usadas para testes, muita atenção e pouca ação.

O medo de fazer uma pergunta muito idiota e acabar parecendo mais idiota ainda me incomodava. Preferi prestar atenção à tudo, perguntando apenas aquilo que me sentia seguro suficiente para não parecer estúpido.

Acredito que tenha demorado em torno de 3 a 4 dias para saber identificar as pessoas à minha volta, mais uns dois dias para o ambiente de trabalho não parecer uma nave mãe alienígina. Eu já sabia, agora, aonde estava o banheiro e a copa, e principalmente, a máquina de café. O jogo começava a mudar.

Diário de um Testador Jr#1

Ambientação e História

Bom, antes de começar essa série (limitada ou não) sobre a vida de um Testador de Software iniciante, preciso explicar a vocês um pouco sobre mim. Acredito que sem essas informações, muitas das minhas dificuldades parecerão ridículas e alguns dos meus bons proveitos parecerão acidentais.

Começo dizendo que não acredito em acidentes ou sorte. Sorte nada mais é que a combinação de talento com oportunidade.

Vamos ao que interessa. Serão poucos parágrafos, não se preocupem:

Minha carreira profissional começou aos 18 anos, trabalhando como Técnico de Informática/Curinga num projeto de Pesquisa e Desenvolvimento de software. Recém saído do curso técnico em Processamento de Dados, minhas atividades eram referentes a tudo que não era desenvolvimento/programação. Cabia a mim cuidar da página na Intranet referente ao projeto, manutenção de alguns computadores e laboratório de testes, avaliação de softwares e hardwares utilizados,  atas de reunião, cotações e compras de material, enfim, TUDO que não fosse desenvolvimento. Inclusive, informalmente, alguns testes. Naquela época, no projeto, não era prevista fase ou processo de testes, além dos efetuados pelos programadores. Essa experiência durou 1 ano, aproximadamente, se encerrando com o fim do projeto.

 

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